#SIA2020

Rafael Julião de Carvalho

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Título: DOCUMENTO, HISTÓRIA E MEMÓRIA: A RESPONSABILIDADE DO ARQUIVO NA PATRIMONIALIZAÇÃO DOCUMENTAL

Área temática: Patrimônio, memória e documento

Autores: Rafael Julião de Carvalho

Palavras-Chave: História e Memória, Patrimônio Histórico Cultural, Patrimônio Documental, Documentos, Arquivos.



Resumo: Patrimônio Cultural é um conjunto de bens, sejam eles materiais ou imateriais, produzidos por uma determinada sociedade. Elencados a partir de uma concepção social que determina quais desses bens tem valor e relevância histórica, cultural e artística, para serem preservados. Patrimonialização documental é hoje uma questão a ser discutida afim de quebrar um certo senso comum de que patrimônio é apenas o bem material, sobretudo ligado às construções arquitetônicas e monumentos. A partir da minha vivência pessoal e experiência com o trato em arquivo público, tendo passado pelo Arquivo Histórico de Juiz de Fora e atualmente com vínculo de bolsista com o Arquivo Central da Universidade Federal de Juiz de Fora, meu trabalho, ainda em fase inicial, propõe o desenvolvimento de uma revisão teórica e atualização conceitual acerca dos temas que permitem uma apreensão mais embasada e aprofundada do documento como patrimônio. Para tal, busco conhecer as funções e o lugar da instituição arquivo, realizando um breve histórico de seu surgimento, em um cenário externo (Europa) e interno (Brasil), pontuando a evolução dos conceitos de documento; patrimônio histórico artístico/cultural; da legislação; história e memória. Para desenvolver essa questão, utilizo o conceito de arquivo sob três aspectos: o arquivo com funções administrativas; o arquivo como instituição de gestão, preservação e pesquisa histórica; e o arquivo/arquivologia como disciplina. Para cada um deles poderíamos inferir a tarefa de construção do entendimento do documento como bem patrimonial. É necessário abarcar principalmente os pontos, memória e história, fazendo uma breve reflexão sobre como esses conceitos se fundem e são trabalhados em uma perspectiva arquivística no sentido de (re) afirmação da importância do papel do arquivo e valor do documento como ferramenta da democratização do acesso à informação. Nesse sentido, cabe trazer para a reflexão proposta a ideia da ‘difusão’ em arquivos como estratégia de atração do público (cidadãos em geral e pesquisadores), de investimentos em políticas de preservação e de divulgação do bem material, assim como do produto gerado a partir da consulta ao mesmo, seja em formato de produções científicas (pesquisas históricas e da área de arquivologia); possíveis fins recreativos e educacionais (educação patrimonial). Partindo dessa reflexão, pretendo elaborar um artigo científico, que proponha reformular a ideia do censo comum de que documento também é patrimônio cultural e uma mudança de hábitos no meio arquivístico que dê condições de receber um público mais amplo. Tal resultado não terá uma ação prática imediata na instituição arquivo, portanto, acredita-se que essas mudanças propostas pela academia cheguem naturalmente ao trabalho prático do arquivo.

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