#SIA2020

Pâmela Pimenta Machado, Ananda Mendes Lima

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Título: O movimento feminista brasileiro e o direito ao voto nas décadas de 1910 e 1920 a partir do acervo do Centro de Memória-Unicamp

Área temática: Patrimônio, memória e documento

Autores: Pâmela Pimenta Machado, Ananda Mendes Lima

Palavras-Chave: Patrimônio documental, Programa Memória do Mundo, Movimento feminista, Adolpho Affonso da Silva Gordo (1858-1929), Bertha Maria Júlia Lutz (1894-1976).



Resumo: O objetivo do estudo é entender o movimento feminista brasileiro e o direito ao voto das mulheres entre as décadas de 1910 e 1920, a partir das mobilizações políticas e sociais entre Bertha Maria Júlia Lutz e o senador Adolpho Affonso da Silva Gordo. Para tanto,sob orientação do professor João Paulo Berto, serão analisados diversos itens documentais presentes no acervo do Centro de Memória-Unicamp (CMU) datados entre 1914 a 1929 e que fazem parte do conjunto Adolpho Gordo (subsérie Sistema Eleitoral) com a finalidade de selecionar itens e apresentar uma breve análise sobre eles e sua intrínseca relação com a temática da subsérie. Trabalhados no âmbito da produção do catálogo “Bertha Lutz e o Voto Feminino no acervo do CMU”, estes são caracterizados por recortes de jornal, cartas e bilhetes trocados entre Lutz e Gordo, tratando do voto feminino e da situação política da mulher. Grande parte destes itens foi inscrita no Registro Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da Unesco, MoWBrasil (Edital MoWBrasil 2018), no escopo da candidatura conjunta "Feminismo, ciência e política – o legado Bertha Lutz, 1881-1985". A parcela que está sob custódia do CMU diz respeito à mobilização de Lutz frente às discussões e decisões que tramitavam nas instâncias legislativas e sociais, tratando da igualdade de direitos entre os sexos. Apesar de sua importância para a preservação e difusão do patrimônio documental, o Programa Memória do Mundo teve seu funcionamento suspenso no Brasil em 2019. Bertha Maria Júlia Lutz foi uma importante figura do movimento feminista brasileiro, tendo atuado como cientista, política e ativista dos direitos civis da mulher, sendo fundadora da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. As aspirações e iniciativas de Bertha estavam diretamente ligadas ao cenário e movimentos feministas internacionais, em especial dos Estados Unidos da América, onde atuava Carrie Chapman Catt, com quem a ativista mantinha uma relação próxima. Gordo, por sua vez, teve papel de destaque na articulação do voto feminino no Congresso Nacional, mantendo abundantes trocas com Lutz, sendo sua ação decisiva para a conquista definitiva em 1932. Considerando os documentos como patrimônio, a preservação e a divulgação destes registros históricos se tornam algo de grande necessidade. Por meio dos itens presentes no acervo do CMU é possível compreender aspectos deste dinâmico período da história brasileira, assegurando o direito à informação e à construção da memória coletiva, assim como a divulgação do acervo e da instituição. Com a descontinuação do programa Memória do Mundo no Brasil, entre outros fatores relacionados às dificuldades da preservação e valorização do patrimônio documental, ações de difusão e democratização do acesso aos acervos, como o catálogo mencionado, são de extrema importância para sua conservação, manutenção e conscientização de seu valor histórico, político, social e cultural.

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